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Quebra de safra: saiba como lidar com o cenário adverso

Quebra de safra

Existem situações que estão fora do alcance do produtor rural, como uma geada ou escassez de água. Cenários adversos trazem impactos severos para a lavoura como a quebra de safra. Mas você sabe como lidar com situações como esta e minimizar os impactos negativos no seu negócio rural? Veja neste post!

 

Hoje, a Argentina vive uma crise no setor agropecuário do país por conta da quebra de safra. Os prejuízos no país podem chegar a US$ 20 bilhões. Importante produtor de grãos, a produção de soja na Argentina pode reduzir em até 50%.

 

Apesar dos números impressionarem, notícias como essas são comuns quando se fala em produção agrícola. Afinal, existem fatores que estão fora do controle dos produtores rurais, como o clima e a incidência de pragas e doenças.

 

Todas essas situações extremas causam impactos na cultura, resultando na quebra de safra. Infelizmente, não é apenas a Argentina que vive esse cenário. O Brasil também já enfrentou situações como esta, assim como países de outras partes do globo.

 

Isso reforça que a produção agrícola, e, consequentemente, o potencial produtivo da lavoura, está diretamente ligada a fatores internos e externos ao negócio rural. Dessa forma, como enfrentar cenários adversos comuns no agronegócio?

 

Nesse artigo, você confere sobre a quebra de safra, motivos que podem levar a redução drástica da produtividade e como isso impacta no desempenho da lavoura. Ademais, você verá como reduzir esse prejuízo no negócio.

O que é a quebra de safra?

 

Como na situação da Argentina, a quebra de safra é uma redução drástica na produtividade, ficando muito abaixo do esperado pelo produtor rural. Por ser provocada por fatores externos, a quebra de safra pode ocorrer de forma inesperada e, consequentemente, ocasionar efeitos negativos para o negócio rural.

 

Dessa forma, se um produtor de soja espera uma produtividade média de 3.362 kg por hectare do grão, por exemplo, com a quebra de safra da soja, essa quantia pode chegar à metade ou, em casos mais severos, até menos que isso. Em sequência, toda uma indústria que depende da soja é impactada.

 

Por ser uma commodity agrícola, os efeitos também são globais, como a redução do estoque mundial. Com alimentos que têm grande demanda interna, os prejuízos no campo também chegam para o consumidor final, com aumento do preço do alimento.

 

Você pode perceber que é uma reação em cadeia que afeta o campo, o mercado e os consumidores? Entretanto, o maior prejuízo está no campo, ou seja, o produtor rural irá arcar com o dispêndio resultante da baixa produtividade. Afinal, mesmo que o produtor tenha investido tempo e dinheiro na sua lavoura a fim de ter um retorno considerável, com a quebra de safra, a rentabilidade não será como esperada.

 

Quais fatores contribuem para a quebra de safra no cultivo?

 

Apesar de um planejamento realista e uma boa execução serem grandes diferenciais para alcançar o potencial produtivo desejado, nem todos os aspectos podem ser controlados pelo produtor rural. São esses fatores que, em sua maioria, contribuem para a quebra de safra no cultivo.

 

Ter em mente quais aspectos ocasionam a redução drástica da produtividade auxilia no planejamento de ações de prevenção e até mesmo formas de proteger melhor a sua lavoura contra esses riscos. Veja abaixo alguns deles:

  • Clima rigoroso

Sem dúvidas, o clima adverso é um dos principais motivos para a quebra de safra. Fenômenos como o La Ninã, o El Ninõ, estiagens ou quedas extremas nas temperaturas trazem uma série de consequências para a safra.

 

Um exemplo é a diminuição das temperaturas. Existem culturas que são mais resistentes ao frio, mas, quando extremo, pode ocorrer a inibição da germinação uniforme, provocada pelo congelamento do tecido das sementes, resultando até mesmo na morte dos tecidos vegetais.

  • Máquinas sem adequação

Sim, pode parecer inesperado, mas máquinas sem adequação e sem revisão também podem colocar em risco os resultados esperados com a lavoura. Isso porque, para um desempenho positivo na operação, a máquina agrícola depende do seu bom funcionamento.

 

Sem adequações, ou cuidados com o equipamento, você coloca em jogo também a lavoura, principalmente, quando isso causa danos ao produto agrícola. Os danos provocam perda de valor e baixa rentabilidade.

 

Se o equipamento for mais antigo, com tecnologia defasada e estiver apresentando problemas, os riscos aumentam para o produtor. Nesses casos, a recomendação é fazer a renovação da frota agrícola.

  • Doenças

As doenças também podem causar a quebra de safra. Por serem provocadas por diversos tipos de fitopatógenos, como fungos e bactérias, o combate dessas enfermidades pode ser difícil. Além disso, quando emergem na lavoura, o tratamento de doenças pode ser mais complexo quando não há um manejo integrado.

 

Por isso, é recomendado que a identificação da doença e o tratamento sejam realizados rapidamente, antes que a enfermidade se alastre. Algumas doenças já são conhecidas dos produtores por serem características de determinada cultura, o que também pode facilitar no tratamento.

  • Pragas e plantas daninhas

Ainda falando em fitopatógenos, as pragas e plantas daninhas são bem comuns nas plantações, nas diferentes fases do desenvolvimento da cultura. Se não controladas a princípio, elas também podem causar a quebra de safra.

 

No caso das plantas daninhas, elas passam a competir por recursos da lavoura, o que impacta diretamente no potencial produtivo da safra e, consequentemente, provoca uma diminuição na produção.

 

Quais outras consequências a quebra de safra provoca?

 

De fato, a quebra de safra possui drásticas consequências para os negócios rurais, que são os mais impactados pela baixa produtividade. Mas esse cenário gera uma reação em cadeia. Neste tópico, você verá quais outras consequências a quebra de safra provoca.

  • Redução dos estoques

Com a baixa produtividade se colhe menos e, consequentemente, há uma redução dos estoques que abastecem a demanda interna e, até mesmo, os estoques mundiais. A redução na ponta de produção também gera consequências no final do processo.

 

No caso do Brasil, que possui protagonismo na produção de diversos alimentos e commodities, isso impacta na cadeia de distribuição do produto, como no caso da Argentina, que você viu no início do texto.

  • Impactos econômicos

As grandes commodities também não estão imunes a esse efeito. No caso desses produtos ainda há outra consequência: os impactos econômicos para o país. Nesse cenário, a exportação será em menor quantidade, gerando, como resultado, uma redução na receita de exportação.

 

Para os setores ligados à exportação e indústria, a quebra de safra também traz instabilidades, pois eles são os responsáveis por exportar os produtos do agro, fazendo todas as operações de logística.

  • Aumento no preço dos alimentos

Pensando na lei da oferta e demanda, com a redução da produtividade, a oferta do alimento fica comprometida e isso gera um desequilíbrio entre demanda e oferta. O resultado é o aumento dos preços no supermercado.

 

Com o produto em falta, a demanda interna não é atendida e o preço do alimento aumenta. Dessa forma, tanto o consumidor, quanto a indústria sentem esse impacto.

 

Como a agrometeorologia pode auxiliar a controlar o prejuízo?

 

Não é de hoje que a tecnologia chega ao campo para solucionar problemas complexos. Essa mesma tecnologia pode ser também uma aliada no controle da quebra de safra e perdas do produtor. Uma das soluções é a agrometeorologia.

 

O FarmXTend, uma solução AGXTEND, fornece dados meteorológicos precisos e ultra localizados da sua região, criando um histórico personalizado, com dados acumulados de chuvas e muito mais.

 

Com o FarmXTend, é possível controlar melhor as operações no campo e também se preparar para climas adversos. Além disso, uma outra solução desenvolvida pelo AGXTEND é o SoilXPlorer, que traz um diagnóstico completo e aprofundado do solo.

 

Com a solução desenvolvida para o manejo eficiente do solo, é possível fazer o planejamento de manejo conforme suas principais carências, identificar potenciais riscos para a cultura e controlar a aplicação de insumos por talhão.

 

Por que fazer um seguro agrícola?

 

Como você viu, a quebra de safra pode ocorrer por causas repentinas e que estão fora do controle do produtor. Isso gera riscos para a atividade agrícola, que não necessariamente precisam ser assumidos pelo empreendedor rural.

 

Por isso, uma forma de ter uma proteção adicional que ajuda a atenuar esses impactos é a realização de um seguro agrícola. O seguro inclui diferentes modalidades e pode ser contratado e acionado em casos de sinistros.

 

Dessa forma, o produtor recebe o valor acordado no contrato. Essa é uma garantia que o produtor não ficará totalmente desamparado e terá que arcar sozinho com os prejuízos. Além disso, trata-se de uma segurança financeira para o negócio rural.

 

Conclusão

 

No texto, você viu como a quebra de safra traz impactos não somente para o produtor rural, mas para toda uma cadeia envolvida, afetando de uma ponta a outra. O artigo trouxe quais as principais causas da quebra de safra e as suas consequências.

 

Além disso, você conferiu como a tecnologia pode ser utilizada para evitar esse problema, com indicação de produtos desenvolvidos pela AGXTEND, e a importância de ter uma proteção a mais para a sua lavoura, através do seguro agrícola.

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FONTES:

Globo Rural – https://globorural.globo.com/podcasts/cbn-agro/

AGXTEND – https://agxtend.com.br/

Broto – https://blog.broto.com.br/

Aegro – https://blog.aegro.com.br/

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